Nos séculos XVII e XVIII, em Inglaterra registaram-se transformações de tal modo profundas que alteraram o regime de propriedade, as técnicas e o nível de produtividade. A Revolução Agrícola possibilitou a duplicação da produtividade e uma grande abundância de alimentos; aumentou a população e cresceram as cidades.
As correntes mercantilistas que se difundiram na Europa durante o Antigo Regime privilegiaram o desenvolvimento do comércio e da indústria. Eram estes os sectores em que, segundo os mercantilistas, assentava a riqueza das Nações e, por consequência, dos cidadãos.Na segunda metade do século XVIII, em reacção às teorias mercantilistas surgiu uma nova corrente económica, o fisiocratismo, que significa "governo da natureza".
O fisiocratismo defendia que a verdadeira riqueza das nações residia na agricultura, pois todas as actividades económicas dependiam desta actividade. A própria indústria, essencialmente a têxtil na época, estava dependente da produção da lã obtida nos campos.
Inspirados na observação do ciclo da natureza e no "milagre" da multiplicação das sementes lançadas à terra, os fisiocratas pretenderam aplicar os ensinamentos da natureza à vida económica das Nações. Cabia ao homem saber extrair as leis naturais que depois faria aplicar a cada modelo de sociedade.
Destes pressupostos resultava o facto de os Estados deverem fomentar o trabalho da terra e deixarem total liberdade à iniciativa individual. O seu lema era "Laissez faire, Laissez passer" (deixem fazer, deixem andar).
A importância desta corrente veio a ser decisiva na formação das ideias de Adam Smith e do liberalismo económico que viria a triunfar no século XIX.
A partir de 1730-1740 ocorreu um apreciável aumento da população devido ao recuo da morte, em particular da mortalidade infantil.O decréscimo da mortalidade resultou da melhoria nas condições socioeconómicas, progressos na alimentação, higiene, vestuário, habitação e de alguns avanços, embora lentos, da medicina.
Este crescimento demográfico ocasionou, entre outros efeitos, a expansão urbana, com destaque para Londres, Paris e as cidades industriais de expansão recente (Manchester, Birmingham, Liverpool).

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